Energia Elétrica, Hídrica, Eólica, Fontes de Energia e outros

Brasil Comprará Energia do Uruguai e Argentina até Final de 2018

É esperada a compra de 570 megawatts de energia advinda de países vizinhos. A importação de energia se dará até o mês de Dezembro de 2018.

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Em portaria publicada nesta quarta-feira, 20 de setembro de 2017, o Governo Federal divulgou que há a necessidade de comprar energia com o fim de poupar os reservatórios nacionais das usinas hidrelétricas, dado que estão com nível baixo devido ao escasso volume de chuvas.

Segundo o documento publicado, o Brasil deverá importar energia elétrica do Uruguai e também da Argentina. O informativo autoriza nosso país a realizar a compra de nossos vizinhos até o dia 31 de dezembro de 2018.

Porque o Brasil Compra Energia do Exterior?

A compra de energia de países vizinhos se deve à preservação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nacionais, os quais estão com níveis baixos em consequência a falta de chuvas em algumas regiões do país. Essa alternativa pode sair mais barato que usar as usinas termoelétricas nacionais.

Importação de Energia

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Desde maio de 2017, entre os dias 1 a 4, houve registros de importação de energia elétrica do Uruguai. Na ocasião foram registradas operações que envolviam 40 megawatts médios em cada ocasião.

Marcelo Paris, presidente da ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, explicou que o Uruguai costuma vender a energia produzida quando as chuvas e ventos beneficiam a produção de energia, hidrelétrica ou eólica, nacional.

A partir deste mês as operações já estrarão em funcionamento, ainda que com capacidade reduzida a 70 megawatts, por conta de restrições na rede, entretanto, logo esta quantidade deverá aumentar por conta da oferta de energia elétrica do Uruguai.

A estimativa chega a casa de 570 megawatts importados em eletricidade por meio da importação. Para ter uma ideia da quantidade de energia a ser transferida, a quantidade chega próximo do que é produzido na Hidrelétrica de Furnas, no estado de Minas Gerais.

A publicação emitida no Diário Oficial da União (DOL), alerta que a importação de energia se dará por meio de ofertas de energia realizadas semanalmente.

No documento ainda há a indicação de que se a importação se tornar mais cara do que a energia vendida dentro do Brasil, a diferença será recolhida por meio de encargos pelo setor elétrico.

Caso os valores de importação sejam mais baratos do que a venda interna, a diferença deverá ser aportada na conta de ESS – Encargos de Serviços de Sistema, os quais são pagos para quem consegue gerar energia térmica através de solicitação do ONS.